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Cultura livre
Ultimamente estamos vendo no mundo todo o começo de uma perseguição ao protocolo peer-to-peer. É um fato simbólico, político e prático. Simbólico porque as redes traçadas pelo protocolo p2p são redes descentralizadas. Político, então, por este mesmo fato. E prático, já que com a eliminação do “centro” parece que as relações ganham outro tipo de dinâmica de poder. Um poder nada interessante para os que querem governar.
Eu disse governar? Para os que querem “mandar”. Quem governa são os políticos e, com o andar da carruagem, estou cada vez mais cética da existência deste arquétipo nos dias de hoje. E você pode achar que eu estou louca. Não vou me chatear.
Vejamos, a explicação é muito simples e tem a ver com a contradição dos idearios imperantes. Etimológicamente, πολιτικος, isto é politikós, «cidadão», «civil», «relativo à organização de cidade», tem como vemos um significado afincado ao interesse comum, ao lugar comum da sociedade. Não obstante, não podemos afirmar -principalmente depois de 2008- que este seja o verdadeiro papel do que acostumamos chamar de “político”, hoje em dia. Para não ser muito chata: é impossível afirmar a existência de “políticos” em lugares onde mulheres e homens estão tomando decisões a favor dos centros monetários - os mesmos que causaram uma crise global. O Neoliberalismo é incompatível com a política.
Deveriamos, então, criar um conceito novo para esta classe de pessoas, e bem poderia ser, “centristas”. Centristas, daqui pra frente, são os que lutam para a manutenção dos centros. Os partidarios da existência destes “centros”.
E, o que quero dizer com “centro”?
Aqui uma definição abstrata pode ser útil. Centro equivale ao lugar que distribui as conexões e determina seus padrões. Em “conexões”, podemos entender as relações (relações de intercâmbio, transferências bancárias, compras -supermercado, shoppings, etc-, editoras, agências de notícias, canais de televisão e gerenciamento de informação…) e seus “padrões”, como suas características, singularidades, reiterações, “leis”. Assim, fica fácil observar como nossa sociedade lida constantemente com estes “centros”.
Vou aqui tratar dois aspectos interessantes do debate atual: a produção cultural -concretamente artística- e a economia. Na minha maneira de interpretá-los faz-se claro-e-evidente que existe uma luta ao redor da manutenção do centro, isto é, do poder imposto/conseguido, contra a ordem invisível e natural. Esta última é freqüentemente confundida com a “tecnologia anárquica”, e digo confundida não só porque a palavra anarquia difunde medo só de ser pensada, mas porque a ordem natural das coisas é anárquica, no sentido de que é difícil deduzir dela uma causalidade. O conceito de Tao poderia encaixar como “visão inexplicável” disso, e é até parecido ao conceito de Deus, mas com conotações essencialmente naturais e não definíveis; aí é quando entendemos que o conceito de Deus está mesmo bastante gasto.
Sou consciênte de que o assunto, uma vez compreendido, assume a forma de “efeito dominó”, já que o padrão do problema é bem singelo e cabe a muitos outros.
1. A produção cultural
Encontramos uma ilustração importante para o sentido psicológico do consumo sistemático em Ro.Go.Pa.G. Filme rodado em 1963 não perdeu a atualidade, isto quer dizer que ainda não superamos as críticas básicas desta coletânea de quatro curtas feitos por Rosselini, Godard, Passolini e Gregoretti. Na Espanha o filme foi censurado e só começou a ser emitido na década de 80. Estas idéias perigosas tinham a ver com o milagre econômico que anunciou-se depois da Segunda Guerra Mundial, e a teoria que rondava o compromisso de consumo que assumiam então os governos. Alguma diferença?
A importância da produtividade era declarada como uma roda que não poderia parar jamais de rodar. Apareciam os papéis do “consumidor” -ao invés de cidadão- e do “sócio” -ao invés de políticos. E hoje vemos que estes rols são cada vez menos discretos. Novamente, se em 63 estimava-se uma situação alarmante, hoje vemos que em um barco furado nossos “governantes” estão fazendo ainda mais buracos, e com muito respaldo interno, pois sempre existirá uma clara intimidação bélica por trás de cada decisão. Isto é praxe.
Na questão cultural, sabemos por Wikileaks que países como a Espanha, Austrália, e outros foram pressionados pelos Estados Unidos para que fizessem leis que estruturassem a questão dos direitos autorais. Na Espanha, o problema da Ley Sinde, foi motivo de descontentamento generalizado que deu origem a vários movimentos sociais, que desembocaram nas recentes manifestações de Democracia Real Ya. Com esta lei, basicamente busca-se acabar com o que os centristas chamam de “pirataria”.
Devemos entender a “pirataria” como tudo aquilo que foge ao domínio dos centros. Quando o centro já não tem controle do produto que fornece, tende a classificá-lo como falso. Isto não só acontece com a indústria audiovisual, mas também com os medicamentos (genéricos), sementes, roupas, comida, etc. É uma questão delicada e polêmica.
Comecei este artigo inferindo a perseguição em relação às conexões p2p, pois estas permitem que os usuários se conectem diretamente, e são responsáveis, por exemplo, pelo boom dos intercâmbios de mp3, e filmes, considerados “piratas”. É impossível falar disso sem os conhecidos impulsos dados por Richard Stallman, em relação aos softwares livres e o projeto GNU, que deram origem ao Linux. Vemos que a tecnologia opensource é justa, gratuita, e com ela outros programadores podem aprender, já que é permitido ler e modificar os códigos dos programas. Evidemente, esta não é a filosofia compartilhada por Apple ou Microsoft, aonde sim existe “pirataria”.
Os conceitos perdem seu valor se enxergamos seus contrapontos. Em relação a isto, foi criado o selo do movimento Cultura Livre (Free cultural works), muito parecido às licenças Creative Commons, os copyleft. Estas licenças especificam os direitos de cópia, utilização, difusão, e até comercialização das obras.
Estas “provocações” aos “centros” não deixam de ser ameaçadoras e curiosas. O Governo Espanhol, remediar a situação, criou então o selo “Cultura en positivo”. E na página encontramos aquela retórica orwelliana quase ofensiva: “Protege la cultura. Apuesta por la libertad de la cultura.” e mais abaixo: “Que no te queden dudas: detrás de este sello encontrarás siempre contenidos legales. Instituciones y empresas que protegen la cultura.”
Mereceria um post só dedicado a discutí-lo. A questão do conceito de segurança acompanhado do conceito de libertade é freqüente nas retóricas neoliberais como um modo de justificar suas campanhas militares. E como vemos no caso espanhol, a alusão aos “centros” é clara. Poderiam ser mais exatos e dizerem que “este selo protege às instituições e empresas”, pois “a cultura” -impalpável, indefinível e que nos engloba- não precisa ser protegida, e muito menos pela campanha de marketing oportunista “Cultura en positivo”.
São detalhes dos que tratam de combater a consistência de certas atitudes com a mera retórica. Os governos, apoiados e patrocinados pelas grandes indústrias do entretenimento, das armas, e etc, além de blasfemarem e tratarem de chamar-se “protetores da cultura”, tentarão de todas as maneiras rebater à produção independente.
A produção independente não precisa de um canal, um editor, uma indústria, uma corporação, os cafetões ou intermediários. As produções em massa caem em desprestígio por duas razões nobres: primeiro, são baratas, qualquer um tem acesso, já que assumem a característica de “spam social”. Segundo, perdem o valor da descoberta e a diversidade, que tem, por exemplo, a arte independente.
2. Economia
Mas não só isso, todos sabemos que a grande ameaça não é o significado subjetivo do consumo artístico, mas sim seu valor econômico. E esta é a parte virtual aonde o protocolo p2p simboliza aquelas relações para lá de ameaçadoras: as relações pessoais diretas.
Se eu decido agora vender meus desenhos, vamos supor, em tamanho ampliado -o que me geraria certo gasto- e diretamente ao cliente, isto poderia ser considerado economia informal, tal qual o tráfico de drogas, ou os camelôs ilegais. Isto é, as conexões comerciais diretas, propriamente “artesãs”, não fazem constar nenhum tipo de tributação, por isso este tipo de economia não computa no PIB de um país, e é perseguida. Agora, imaginemos uma economia toda em peer-to-peer.
Ela existe. É a economia formada pelo Bitcoin, a divisa criptografada surgida em 2009, logo após a crise. Bitcoin funciona em protocolo p2p, o que faz que as transações não tenham nenhum tipo de centralização. Ao ser descentralizadas, as transações são computadas pelos membros da rede, e esta computação é a mesma que “gera” novas moedas. O valor da divisa vem então determinado pela oferta de moeda -as disponíveis na rede- e a quantidade de pessoas que querem as Bitcoins.
Assim, pode-se acompanhar as cotações da moeda pela rede, bem como passar por diferentes tipos de comercios (aqui) e (aqui) aonde está economia está sendo gerada. No momento, não existe legislação que abarque este tipo de economia, já que é totalmente anônima, direta, rápida. Na China, o uso de moedas virtuais foi proibido em 2009. Ainda não podemos prever qual será impacto real desta descentralização, só sabemos que fará parte do nosso futuro, pois já está acontecendo. Você pode ler mais sobre Bitcoins, aqui.
3. Conclusão
Em termos filosóficos, este é o problema que os enfrentamos ao longo da história: a centralização. Atualmente, temos o exemplo do Anonymous como ilustração desta concepção de ataque aos “centros”, ao agir de maneira totalmente desarticulada. Surge a impressão de um grupo organizado, pois este é o padrão centralizador que tendemos a ver o mundo. De fato a política espanhola tentou que isto acalmassem os mercados -leia-se o Governo Americano- e disseram que capturaram “os chefões” dos Anonymous na Espanha, e com isto fizeram um papelão.
Anonymous é, assim, chave para compreender a situação social que vivemos hoje em dia, em termos de reação e suporte. Somos, essencialmente, rede. Já estamos organizados “naturalmente”. Ao estarmos neste tipo de relações diretas, ameaçamos economicamente os “centros” que estão acostumados a filtrar todas as nossas informações: supermercados (corporações alimentícias), indústrias farmacêuticas, a moda, os audiovisuais, os jornais, etc, etc. Se pensamos bem, onde antigamente havia parceria, cooperativas, hoje em dia existem leis que as proíbem. Por exemplo, a probição européia aos medicamentos naturais. Ou o polêmico ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), assinado entre Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália, México, Corea do Sul, Suíça, Marrocos, Nova Zelândia, e Singapura.
Vemos como injustamente o poder combate o que sente como “ameaças”, e o modo como nos correspondemos, intercambiamos nossos bens, nossas obras, parece ser “a ofensa”. Podemos produzí-los, mas não podemos vendê-los, pois vendê-los de modo independente supõe entrar na orla de competição com os centros já estabelecidos. É a autêntica afirmação de que já não são úteis, que já não existem como tal, que não são mais que uma artificialidade garantida pelo militarismo.
Esta é a tendência. Por muito que se queira impor com uma ação, o sistema se autoconfigurará com uma reação espontânea. As tentativas de rebater as iniciativas sociais de cultura e intercâmbios independentes com mera retórica extorsiva confirmam o clima orwelliano que temos a obrigação de conter. Alimentam, como não, as nossas críticas, fortalecem nossos estudos, fazem com que reconsideremos de maneira mais justa nossos ideais de democracia, e difundamos as idéias que ontem talvez estivessem menos expostas, pois a pouca vergonha não tinha ainda alcançado cotas semelhantes.
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Proporções e perspectivas
Muitas vezes entramos em um museu esperando um espetáculo da perfeição. Admiramos a forma, a técnica, e geralmente sequer importa o sentido da obra. Pode ser por isso que os museus de cera tem tanta afluência. A obra, vista desta maneira, tem seu sentido implícito no fato de estar exposta no museu, isto é: seu status reside no feito de ocupar aquele lugar.
Esta é uma questão básica. O museu outorga autoridade e importância da obra exposta. É seu espaço ontológico, onde a partir dele tal objeto se caracterizará em uma série de pequenos eventos de importância, quando falamos deles. Outorga luxo, de proporção nada acidental. Logo, estes eventos de importância, se convertem em eventos de “mega importância”, quase (se não totalmente) espirituais.
É fácil intuir que, na história da arte, o foco passou cabalmente da admiração das destrezas do artista -financiado pela corte, isto é, com uma pressão de uma autoridade absoluta que poderia exaltar ou obstruir por completo sua carreira- às destrezas do espectador. Novamente, o espectador que entra em um museu interessado em não fazer parte da obra, muitas vezes sai indignado. Não forma, de maneira satisfatória para ele, esta breve teoria que chamei de “série pequenos eventos de importância”, e como resposta reacionária diz que “é preciso estudar” antes de participar daquele espaço artístico.
Não me parece má idéia, mas tampouco uma obrigação. O que sim é importante ressaltar com estas duas considerações (a de mudança de centro de atenção na história da arte, resultando no cambio da técnica pelo sentido, que não se reflete só na história da arte, mas em toda história do pensamento) é que ao fazer uma projeção de sentido, tal como adequar o sentido do espaço presente em opiniões futuras, como no caso do museu, continuam estando em jogo as técnicas mais elementais dos grandes artistas: a justa proporção, resultante de diversas perpectivas. E provavelmente não poderemos fugir desta articulação, seja como artistas -cumprindo ou desafiando estas “normas”, sem nunca deixar de fazer parte do simulacro do espectador- seja como visitantes, sem nunca poder inibir esta participação ativa de criação e hermenêutica da obra.

Hélio Oiticica - Metaesquema (1958)
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Imagen es coherencia. ¿pero, es también “verdad”?
Apuntes de la madrugada. Cuando trato de elaborar ciertos esquemas, es imposible que resulten conclusivos. O lo que es lo mismo, cuando trato de lograr una imagen verbal de un problema, no espero de él “verdad”. Busco “verdad”, pero asumo el error de las “conclusiones”. He de infringir esta locura a fin de entender. Nuestra manera de utilizar el lenguaje dista de nuestra manera de entender y organizar las oraciones en una única palabra; esta actitud es mucho más plástica -y por eso es capaz de reexplicar los juegos de lenguaje- que nuestra actitud subsecuente de crear tiempo-lengua-espacio. Quizás todo eso sea un problema de “movimiento”. De como concebimos nuestra propia percepción (o de cómo no la concebimos). En resumen -quizás arriesgado- problema de una cultura religiosa muy poco maleable, empezando por lo que estamos acostumbrados a entender por religión*.
Texto. Cosa. Hueco. Mudo. Caminos, hacia esta limitación de espacio. Limitación ficticia de espacio. Fronteras. Forma. Inteligencia. ¿Verdad o Razón? ¿Verdad o Proceso? ¿Verdad o Repetición? ¿Logaritmos!
* situ-ación de religión: no la religión de los “otros”, la “religión impuesta”, “enseñada”, “aprendida”, “estática”, pero sí una “religión práctica”, “mutante”, “mis creencias”, mi religión personal que siquiera traigo a la conciencia pues está en constante construcción; en constante repetición “a camino de”.
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Lo siento: no estamos encerrados en conceptos
Durante muchos años la Filosofía ha celebrado un cambio estructural de paradigma, el giro copernicano. La mirada del sujeto que propone Kant (1724-1804) como base fundamental de la experiencia y por eso del conocimiento, ha derivado en dos sentimientos opuestos. Un total idealismo, por parte del romanticismo alemán, con la figura de Fichte, donde el yo se convierte en un absoluto, y en un total objetivismo, con el positivismo de Comte, en donde sólo los hechos y la experiencia conforman la leyes de la ciencia, ante la imposibilidad de conocer “la cosa en sí”, el noúmeno.
Se puede trasladar esta dicotomía hasta principios del siglo XX, tiempos los cuales se avecinaban dos guerras, la psicología ya hacía su trabajo gracias a las aportaciones de Nietzsche, a la vez filosofía husserliana reivindicaba el estatus del discurso filosófico trazando una dura crítica al psicologismo y al objetivismo. También es a principios del siglo pasado que se da el nacimiento de la física cuántica, con Max Planck, en 1900. La idea de Planck iba sobre el comportamiento de la luz como onda, cuantos de luz, o partículas, fotones. Esta, seguida de la teoría general de la relatividad propuesta por Einstein en 1905, también pondrían de manifiesto el papel del sujeto.
Hemos visto que en dos siglos los desarrollos conceptuales han cambiado significativamente, o lo que es lo mismo, nuestra manera de juzgar el universo y a nosotros mismos ante él y en él. No obstante, hasta la mediados de la segunda mitad del siglo pasado, no contábamos con una plataforma estable de instantaneidad de información, que es Internet. La información nos venía en un flujo más o menos homogéneo, y este monopolio -que tuvo su ápice en la segunda guerra mundial, y con los principios de la publicidad- era muy facil de darse. En los días de hoy la información es libre de ser trazada de una manera individual, creando condiciones de infinitas posibilidades de desarrollos conceptuales, dentro de una misma empatía que hace triunfar cualquier lenguaje.
Es muy difícil -y muy poco sano, me temo- atarse, pese a estas condiciones, a una corriente específica de pensamiento y distribuir como imanes su desarrollo conceptual -y sólo su desarrollo conceptual- si por lo que de verdad nos interesamos es el comportamiento y la fluidez de la información.
Poco nos convencerá la idea de la mera propaganda de un vocabulario específico patentado por un ideario: nos parecerá un absurdo que ante la pluralidad de desarrollos -conceptuales- a fin de nuevos cambios, atarse a un único concepto que resuma en sí a toda una red. Es la pluralidad, la diversidad, la que realmente preserva y construye un estatuto del sujeto.
Cuando tratamos exclusivamente la filosofía, hay que tener en cuenta que si se aboga por una actitud, hay que ser esta actitud. Si una filosofía me dice que yo debo hacer una descripción como método, y en cambio no me deja este espacio sino que pretende que yo me conforme con una descripción ajena -y su vocabulario- como paradigma, no está tratando con honestidad las grandes dificultades de sus propuestas. Y una de ellas es precisamente su propia difusión. Tema que dejaré abierto para otro comentario, en otro contexo.
En suma: una corriente filosófica, un equipo de fútbol, un adjetivo cualquiera que trate de atraparnos en una definición tal como nuestro género, la nacionalidad, edad, estados de humor, etc, todos estos son síntomas de que todavía hay muchísimo miedo de explorar lo que de verdad hay de genuíno en nosotros. Apegarse a una religión, secta, partido, que suplante nuestra pura actitud en el mundo, es no haber comprendido en profundidad lo que ocurre en un siglo en donde el mundo está -más que nunca- plenamente conectado.
Al revés: es hacer precisamente lo que se acusaba a aquél objetivismo siglos antes tan criticado: creer que una expresión es suficiente, cuando la naturaleza interna de esta expresión es la mutación a través del entendimiento. Insistir en ello, como hacen los países, los políticos, los religiosos, familiares y muchos profesores, es de alguna manera, forzar ciertas limitaciones ficticias que sólo causan tristeza y dolor entre los pueblos.
No estamos encerrados en conceptos. Nunca lo estuvimos; hay incompletud. Tratamos de hacerlo, nos escondemos en ellos, nos aferramos a ellos en una febril búsqueda de sensación de permanencia. Pero en realidad también estos cambian a cada nuevo momento comprensivo.
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Volta a Bauhaus

Depois de 80 anos, a Bauhaus volta a ser publicada pela Bauhaus Dessau Foundation. A revista tem como intuito informar sobre as atividades e eventos da fundação, assim como dar uma geral na cena do design mundial.
Originariamente, a Bauhaus foi uma escola de desenho e arquitetura, fundada em 1919 por Walter Gropius, em Weimar, e fechada pelos nazistas em 1933. É a escola de maior influencia e básica no que hoje conhecemos como design. Teve como integrantes a Paul Klee, Kandinsky, Marcel Breuer, etc. Em 1996 sua importancia foi reconhecida pela Unesco, como Patrimonio da Humanidade.
Para os que se interessem em assinar a revista: http://www.bauhaus-dessau.de/index.php?magazine