1. Simplista, mas está valendo. Um gráfico do presente para futuros presentes seria bem parecido com uma árvore.

    Simplista, mas está valendo. Um gráfico do presente para futuros presentes seria bem parecido com uma árvore.

  2. Velhos temas. Pronto para serem lidos, complicados de serem ouvidos.

    Tá certo, você, pensador, pensadora, até se sente desqualificado. Confundem teu sentimento -nostalgia, angústia, medo, dúvida, alegria- com conversa de bar, e nesta lógica, também a “conversa de bar” gera pânico ao pensarmos que será ouvida nas salas de aula. Julgamos como partidismo, fruto da prática ideológica, oras, como você não vai se sentir mal? Mal, não. Abandonado.

    Então você escreve, diz, assim me esclareço, ponho tudo em linha reta. Tempo. Traduzo a dúvida em tempo. É mais fácil ser lido que ser ouvido. Afinal, as dúvidas costumam ser executadas mais que comtempladas. Vividas -tal qual atmosfera- muito antes de serem questionadas. Antes. Depois. Antes e depois.

    E por incrível que pareça e não queiram assumir -pois não se deram a oportunidade de vê-lo lido- nosso consumo, tão ideológico, governa sem oportunidade de dúvidas, a nossa agenda. E ”ideológico”, lembramos, é aquela palavra assignada para alguma crítica pronta ao nosso sistema de ensino, nosso governo, nossa qualquer-coisa-politicamente-criticável. Certas palavras não se dissolvem; fazem caricatura do tempo. 

    Agora está na moda olhar para trás. E o passado, tal qual iteração, reage como “luxo” nos nossos cérebros, pois a máquina funciona melhor, funciona mais rápido, funciona. É tudo tão novo que situamos o novo pretérito a anos luz. E é de se supor que, a séculos atrás, o presente “durava” muito mais tempo. E, mesmo que fosse lido, a obviedade faz mesmo o favor de silenciá-lo.

    Palavras marcam as horas.